Um mês depois da tempestade. Chovem críticas de autarcas sobre falta de apoios

Um mês depois da tempestade. Chovem críticas de autarcas sobre falta de apoios

Os autarcas das regiões mais afetadas pela sucessão de intempéries queixam-se de falta de apoios para a reconstrução.

RTP /

Foto: Paulo Novais - Lusa

Em Leiria, o presidente da Câmara, Gonçalo Lopes, afirma mesmo que, um mês depois da tempestade, recebeu apenas cinco milhões de euros pagos por uma seguradora.

Segundo o autarca, os órgãos locais foram "atirados para a linha da frente" pelo Governo.

Por sua vez, o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, garante que os apoios estão a chegar ao terreno, embora as contas permaneçam por fechar.

“Logo que fique concluído o levantamento, estabeleceremos uma metodologia para saber qual a natureza do apoio que o Estado vai dar”, assegurou Castro Almeida. O ministro lembra a onda de solidariedade vinda de todo o país e argumenta que o “Governo não faz mais do que interpretar o sentimento do país em querer ser solidário com região que foi afetada”.“Os apoios nunca foram tão rápidos”, advogou o titular da pasta da Economia.

O facto é que, ao cabo de um mês, são ainda bem visíveis os estragos deixados pela depressão Kristin no concelho de Leiria. A reconstrução decorre, mas lenta. Queixas que se repetem na Marinha Grande: a despesa está a aumentar e o dinheiro não entra.

Todos os dias chegam às autarquias candidaturas aos apoios financeiros para reconstruir casas danificadas pela tempestade. Os autarcas afiançam não ter pessoas suficientes para dar resposta.
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