País
Um mês depois da tempestade. Chovem críticas de autarcas sobre falta de apoios
Os autarcas das regiões mais afetadas pela sucessão de intempéries queixam-se de falta de apoios para a reconstrução.
Foto: Paulo Novais - Lusa
Segundo o autarca, os órgãos locais foram "atirados para a linha da frente" pelo Governo.
Por sua vez, o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, garante que os apoios estão a chegar ao terreno, embora as contas permaneçam por fechar.
“Logo que fique concluído o levantamento, estabeleceremos uma metodologia para saber qual a natureza do apoio que o Estado vai dar”, assegurou Castro Almeida. O ministro lembra a onda de solidariedade vinda de todo o país e argumenta que o “Governo não faz mais do que interpretar o sentimento do país em querer ser solidário com região que foi afetada”.“Os apoios nunca foram tão rápidos”, advogou o titular da pasta da Economia.
O facto é que, ao cabo de um mês, são ainda bem visíveis os estragos deixados pela depressão Kristin no concelho de Leiria. A reconstrução decorre, mas lenta. Queixas que se repetem na Marinha Grande: a despesa está a aumentar e o dinheiro não entra.
Todos os dias chegam às autarquias candidaturas aos apoios financeiros para reconstruir casas danificadas pela tempestade. Os autarcas afiançam não ter pessoas suficientes para dar resposta.